sábado, 4 de junho de 2016

A Vida e a Corrupção



 
A vida e a corrupção

A mesma coisa; nomenclatura diferente.

O mau e o bom... O bem e o mal

O caso é o senso, o que lhe convém. É Condescendente.

Sonhar grande sonhar pequeno

Desdenhar dum sonhador

É corroer e por dentro morrer

Foi incapaz de sonhar, jogou-se a dor.

Para plantar nem precisa colher

É resquício de história, será lembrado.

Colhedor é servo de si mesmo.

Seu perecer parece predestinado.

Destino! Não espelha só a pregação de Calvino.

Simbiose, simetria, composição, adequação.

Estudar o humano é tão legal quanto ser um

E é por isto que a vida e a corrupção são a mesma coisa

Pra falar de uma forma bem arrogante e pejorativa uma merda!

A humanidade reclama de corrupção mas esqueceu-se da história

Esta aqui é uma assembleia criam-se leis pra decorar escória.

Vitória! Ganhei! Estou certo! Mas quem eu sou?

Por que perto de uma máquina eu sou tão incerto?

É isso! A vida esvaiu-se, morreu-se a humanidade

O que restou foi esse resto de lata que dúvida mata!


















O que dei a ti



 Desviando do mar que me assopra frio
Vou me revirar neste solo vazio
Com asas de ômega quero descansar.

Voando para um lado e para outro
Rebuscar consolo num arbusto fosco
Quebradiço meu rosto falho a chorar.

Pós. Deitei-me com rosas tão suavemente.
Um sorriso me abraça o vento me sente
Lembranças só falam não deixam dizer.

Como pode matar por orgulho e a gota cair
Passado morto voltar a sentir
Berços te darem
O que dei a ti...


Mata-me



 
Guerra ao mundo! Se eu sou teu mundo,

quero que esclareça sua esparsa tristeza.

O desvio que me culpas, estou em culpa

disfarçada de amor, sou teu dengo, teu calor

por que me tens? E diz te amo? Estou refém.



Cala, teu ego robusto e me faça cair

não sou o que você pensa, pode desistir.

Produto quebrado não faz diferença,

por que eu ainda estou aqui, estou aqui?!



Se eu disfarço porque me tenta

esta me testando? Quantas vezes me quis?

Sabias de mim, porque não me dera fim

porque assim, porque assim…

Mata-me!



Mata-me ou simplesmente me mente

sou eu mesmo seu engano? Você sente? Você sente!

Quisera ser de mim escolha mas não foi, não foi assim.



Saudade não importa se teu orgulho lhe trai!

Quer mesmo que eu saia de cena, se me ama demais!

Culpa a mim, culpa a mim. Eu sou teu poema?!

Porque me tens e eu não sou de mim, por que assim

porque sim.



Não me queres mas sou teu sonho mais lindo…

talvez meu personagem deva ter esse fim,

mesmo que com um tom peculiar, garantido-se

que eu nunca seja assim…





Sou teu mundo não há outro como estrelas

dou tão pouco a ti… Só na noite me chamas.

E tampouco chego a existir e se não me reclamas,

mate-me!