terça-feira, 3 de setembro de 2013

Pecado Vermelho


O pecado se instalou em mim,
alimentou uma fome sem fim.
Era como um nevoeiro,
cegava-me e, traiçoeiro, levava-me.

Você foi um retrato valioso
sadio à minha visão
pecaminoso;a minha mente
apresentou-me o veneno da traição.

Negava-me ao tentar sair,
desviou-me em ostentar,
revelou a mim toda realização,
mas não a preço que a vida ia me cobrar.

Encheu meus olhos para abraçar o mundo,
trouxe a perdição neste sonho profundo,
rendi-me aos soluços da bajulação e abri a ferida
que me faria lamentar pela vida inteira.

Era uma vida de céu estrelado,
luzes piscando, cachê duplicado
mais eu não esperava me arrepender,
ser famosa e não ter o menor valor.

E assim foi rastejante a minha loucura
confiar num amor que o tempo não cura
crer num sonho mais que frustrante
dever satisfação de uma vida humilhante.

Não que seja necessário omitir,
há segredos que a vida teme em revelar.
Trago pedaços desse coração, esse sonhador.

Também trago em mim saudades, e o que pra mim era amor.