Na dor vai aprender a dar valor.
Aquele sonho lindo se perdeu
e os tijolos velhos que a mantiveram
num vendaval se desprendeu.
Autrora era insignificante
hoje vira que surpreendeu
nos galhos negros a enfermidade
num arvoredo apodreceu.
Tementes a fendas finas e lisas,
prendendo-se ao laço nobre de esperança,
movendo remorso e lembrança,
causando dor sem confiança.
Vai aprender a dar valor, na dor,
quando o galho desfalecer
vendo de a saudade, a lembrança doer,
o pobre arvoredo a morrer.
E lá, lágrimas não trarão vida,
perdão não significará saída
e na primavera você vai sentir
restos do arvoredo e se resistir.
E verá que, na dor, vai aprender a dar valor.

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