sábado, 4 de junho de 2016

O que dei a ti



 Desviando do mar que me assopra frio
Vou me revirar neste solo vazio
Com asas de ômega quero descansar.

Voando para um lado e para outro
Rebuscar consolo num arbusto fosco
Quebradiço meu rosto falho a chorar.

Pós. Deitei-me com rosas tão suavemente.
Um sorriso me abraça o vento me sente
Lembranças só falam não deixam dizer.

Como pode matar por orgulho e a gota cair
Passado morto voltar a sentir
Berços te darem
O que dei a ti...


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